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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Novena Meditativa a Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) - Dia 4º



4º dia da NOVENA – 1ª parte da Homilia do Papa São João Paulo II na cerimônia de beatificação da irmã Teresa Benedita da Cruz

(01/05/1987)

No final da liturgia da Palavra, o Santo Padre pronunciou a seguinte homilia:
"Estes são os que vieram da grande tribulação; lavaram os seus vestidos e os branquearam no sangue do Cordeiro" (Apoc. 7, 14).

1. Entre estes homens e mulheres bem-aventurados, saudamos hoje com veneração profunda e santa alegria uma filha do povo de Israel, rica em sabedoria e fortaleza. Formada na rígida escola da tradição de Israel e caracterizada por uma existência de virtude e de renúncia na vida religiosa, ela demonstrou um ânimo heroico no caminho para o campo de extermínio. Unida a Cristo crucificado, entregou a sua vida "pela paz verdadeira" e "pelo povo": Edith Stein, judia, filósofa, religiosa, mártir.
(...)Com a beatificação de hoje realiza-se um desejo acalentado durante muito tempo, não só pela Arquidiocese de Colônia, mas também por muitos cristãos e muitas comunidades na Igreja. Há sete anos, a Conferência Episcopal Alemã apresentou unanimemente este pedido à Santa Sé, e a este pedido uniram-se outros Bispos simpatizantes da causa, de diversos Países. Por isso grande é a alegria que todos nós sentimos hoje ao satisfazer este pedido e de poder nesta solene liturgia, diante dos fiéis e em nome da Igreja, declarar a Irmã Teresa Benedita da Cruz como Beata na glória de Deus. Poderemos a partir de agora venerá-la como mártir e solicitar a sua intercessão junto do trono de Deus. Por isso me alegro convosco, e sobretudo com as suas irmãs do Carmelo de Colônia e de Eeht, e também com todos os que pertencem a esta Ordem religiosa. Além disso, causa-nos sentimentos de alegria e de gratidão o facto de estarem também presentes nesta celebração litúrgica irmãos e irmãs judeus, e em particular os familiares de Edith Stein.

2. "Manifestai-Vos no dia da nossa tribulação e fortalecei-nos, Senhor" (Est. 14, l2). As palavras desta súplica, que escutamos na primeira leitura da liturgia de hoje, pronuncia-as Ester, uma filha de Israel, em tempos do exílio da Babilônia. A sua oração, dirigida a Deus, no momento de perigo mortal para ela e para todo o se povo nos comove profundamente: "Meu Senhor, meu único Rei, assisti-me no meu desamparo, porque não tenho outro socorro senão Vós, porque o perigo é iminente. Senhor, escolhesses Israel entre todas as nações, e os nossos pais, entre todos os seus antepassados, para fazer deles Vossa herança perpétua... O Deus, poderoso sobre todas as coisas... livrai-nos...!" (Est. 14, 3-19).
O medo da morte, diante da qual Ester treme, surgiu quando, sob a influência do poderoso Aman, um inimigo mortal dos Judeus, se tinha difundido em toda a Pérsia a ordem de exterminar este povo. Com a ajuda de Deus e a entrega da sua própria vida, Ester contribuiu de maneira decisiva para a salvação do seu povo.

3. Esta oração suplicante, que remonta a mais de dois mil anos, é pela liturgia festiva deste dia posta nos lábios da Serva de Deus Edith Stein, uma filha de Israel do nosso século. A oração tornou-se de novo atual, dado que aqui, no coração da Europa, foi uma vez mais concebido o plano de exterminar os judeus. Concebeu-o uma ideologia desatinada, em nome de um racismo satânico, levando-o à prática com consequências desastrosas. Enquanto se desenrolavam os dramáticos acontecimentos da segunda Guerra Mundial, construíram-se rapidamente os campos de concentração e os fornos crematórios. Nesses lugares terríveis encontraram a morte milhões de filhos e de filhas de Israel de todas as idades, desde as crianças até aos anciãos. O tremendo aparato de poder do Estado totalitário não poupou ninguém e adotou as medidas mais cruéis também contra aqueles que tiveram a coragem de defender os judeus.

4. Edith Stein morreu no campo de concentração de Auschwítz, como filha do seu povo martirizado. Não obstante a sua transferência de Colônia para o Carmelo de Echt, ela encontrou ali apenas um refúgio provisório ante a crescente perseguição contra os judeus. Depois da ocupação da Holanda, os nacional-socialistas começaram imediatamente também ali o extermínio dos judeus, excluindo no início os judeus batizados. Mas quando os Bispos católicos dos Países Baixos protestaram numa Carta pastoral contra as deportações dos judeus, os detentores do poder vingaram-se determinando também o extermínio dos judeus de fé católica.

Assim, a irmã Teresa Benedita da Cruz, juntamente com a sua querida irmã Rosa, que se refugiara no Carmelo de Echt, começou o seu caminho para o martírio. Quando chegou a hora de deixar o Carmelo, Edith limitou-se a pegar a sua irmã pela mão e disse: "Vem, ofereçamo-nos pelo nosso povo". Com a força de um discípulo de Cristo e disposta a sacrificar-se por Ele, viu, mesmo na sua aparente debilidade, um modo de prestar um último serviço ao seu povo.

Já alguns anos antes ela se tinha comparado com a rainha Ester no exílio junto da corte persiana. Numa das suas cartas lemos o seguinte: "Tenho a certeza de que o Senhor aceitou a minha vida por todos os judeus. Penso continuamente na rainha Ester, que foi levada do seu povo precisamente para se apresentar perante o rei em favor do povo. Eu sou uma pequena Ester, muito pobre e fraca, mas o Rei que me escolheu é infinitamente grande e misericordioso".

5. Caros irmãos e irmãs. Juntamente com a oração de Ester, encontramos um trecho tirado da Carta aos Gálatas. O Apóstolo Paulo escreve: "Quanto a mim, Deus me livre de me gloriar a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo" (Gál. 6, 14). Também Edith Stein encontrou no caminho da sua vida este mistério da cruz anunciado por São Paulo aos cristãos nesta Carta. Edith Stein encontrou-se com Cristo, e este encontro levou-a, passo a passo, à clausura do Carmelo. No campo de extermínio ela morreu como filha de Israel "para glória do nome santíssimo de Deus", e ao mesmo tempo como Irmã Teresa Benedita da Cruz, isto é, abençoada pela cruz.

Toda a vida, de Edith Stein é caracterizada por uma incansável busca da verdade e está iluminada pela bênção da cruz de Cristo. Teve o seu primeiro encontro com a realidade da cruz na pessoa de uma religiosíssima viúva de um colega de estudos, para a qual a trágica morte do marido não foi ocasião de dúvida para a própria fé, mas uma circunstância em que encontrou na cruz de Cristo a força e o consolo. Edith Stein escreveu mais tarde sobre este episódio: "Foi o meu primeiro encontro com a cruz e com a força que Deus dá àqueles que a levam... Nesse momento a minha incredulidade derrocou e resplandeceu Cristo: Cristo no mistério da cruz". A sua vida e o seu itinerário de cruz estão intimamente ligados ao destino do povo judeu. Numa oração, confessa ao Senhor o que ela sabia: "que a sua cruz agora era posta sobre os ombros do povo judeu" e todos os que compreendessem isto "deveriam estar prontos a tomá-la sobre os próprios ombros em nome de todos. Eu queria fazê-lo, se Ele me mostrasse o modo". Ao mesmo tempo, ela tem a certeza interior de que Deus escutara a sua oração. Quanto mais cruzes gamadas se viam pela rua, tanto mais se elevava a cruz de Cristo na sua própria vida.

Quando entrou no Carmelo de Colônia, com o nome de Irmã Teresa Benedita da Cruz para participar de maneira ainda mais profunda no mistério da cruz de Cristo, ela sabia que tinha "esposado o Senhor no sinal da cruz". No dia da sua primeira profissão pareceu-lhe ser, como ela própria disse, "como a esposa do Cordeiro". Estava convicta de que o seu Esposo celeste queria introduzi-la ao mais íntimo do mistério da cruz.

Fonte:

Em Colônia, no Rito de Beatificação, publicado no jornal L'Osservatore Romano, edição semanal em português n. 20 (912), 17 de maio de 1987, págs. 5/6 (253/254).

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