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sábado, 1 de agosto de 2015

Novena Meditativa a Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) - Dia 2º




2º dia da NOVENA – Biografia de Santa Edith Stein, considerada padroeira dos universitários – O texto abaixo é a Parte 2 do artigo de Renê Courtois
A HORA DE DEUS
No outono de 1921, Edith Stein passou alguns dias de férias na casa de seus amigos íntimos, os Conrad Martins, na sua encantadora propriedade rural de Bergzabern, na Baviera. Gostosamente a estudante vinha repousar. Na ausência de seus amigos, ela usava intensamente a biblioteca da casa. Era lá, neste domínio dos livros a que era particularmente afeiçoada, que a Providência deveria alcançá-la no dia escolhido. Escutemos o que diz Edith Stein:
“Um dia escolhi ao acaso uma obra bastante imponente. Intitulava-se: Vida de Santa Teresa, escrita por Santa Teresa. Eu comecei a ler. Repentinamente senti-me tão cativada, que não interrompi mais a leitura até o fim. Quando fechei o livro, pensei comigo mesma: esta é a verdade!”

Fora, a aurora começava a surgir. Edith Stein tinha passado a noite inteira lendo. Bruscamente, irrompia a luz de Deus na sua alma.
A sua primeira providência, nesta manhã, foi ir à cidade comprar um catecismo católico e um livro de missa. Começou imediatamente a estudá-los com todo o cuidado, e rapidamente assimilou-os. Em seguida resolve assistir à missa paroquial em Bergzabern.
Pela primeira vez penetrava em uma igreja católica. Vejamos suas impressões: “Nada me pareceu estranho: graças ao estudo que havia feito, podia compreender as cerimonias até aos detalhes. Um padre venerável subindo ao altar celebrou o Santo Sacrifício com profundo fervor. Terminada a missa, esperei que o celebrante terminasse a sua ação de graças.”

“Seguindo-o ao presbitério pedi-lhe o batismo. Atônito, respondeu-me que a recepção na Igreja Católica exigia uma preparação. Ele desejava saber durante quanto tempo eu tinha recebido instrução e quem me havia dado. Como resposta eu lhe disse: por favor, padre, interrogue-me!”

O padre começou então o seu exame. As respostas foram perfeitas. Toda a doutrina católica foi passada em revista. Cheio de admiração, o cura não pode mais recusar o batismo.

A 1 de janeiro de 1922, Edith Stein foi batizada, escolhendo o prenome de Teresa. Comungando neste mesmo dia, permaneceu daí em diante fiel à prática da comunhão quotidiana.

A 2 de fevereiro seguinte, recebe das mãos do bispo de Spire, Monsenhor Sebastião, o sacramento da confirmação.

Sobre a luz radiosa destes dias de graça, pairava uma sombra: sua mãe.
Desde a primeira infância, Edith Stein tinha se unido a esta mãe admirável, cujos sentimentos mais íntimos ela partilhava. O trabalho mais urgente não interrompia a sua correspondência semanal. Qual seria a reação desta mãe crente, israelita exemplar, ao saber da decisão de sua filha? Poderia ver na conversão de Edith ao catolicismo outra coisa além de uma suprema infidelidade? Não expulsaria a filha de casa?
Edith desejava dar-lhe, ela mesma, a notícia. Partiu para Breslau. Encontro patético da mãe e da neófita! Caindo de joelhos diante dela Edith confessou:
“Mamãe, eu sou católica!”

Não houve nada. Mas pela primeira vez em sua vida, Edith Stein viu sua mãe chorar. A uma notícia tal, a velha forte sentiu que as forças a abandonavam. E não obstante, apesar da profunda vala que as separaria daí em diante, a mãe e a filha sentiram que os seus corações permaneciam profundamente unidos.
Eis como uma amiga da família descreveu a nova situação: “Estou convencida, dizia ela, que a transformação que se operou em Edith e que irradiava de todo o seu ser como uma força sobrenatural, desarmou pouco a pouco madame Stein. Mulher de uma piedade profunda, ela sentia, sem compreender, a santidade que emanava de sua filha e, apesar de sua dor, reconhecia claramente a impossibilidade de lutar contra o mistério da graça. Desde o começo nós tínhamos todos notado que Edith tinha mudado. E antes como depois da conversão, ela permanecia profundamente unida aos seus, e fazia o impossível para nada modificar nas relações familiares.”

A pedido de sua velha mãe, Edith Stein permaneceu seis meses com a família. Por piedade filial, continuava a acompanhá-la à sinagoga. Longe de renegar o Antigo Testamento, considerava-o agora como o lento caminho para o Evangelho, que ele representava no plano de Deus. Seu recolhimento profundo arrancou de sua mãe a reflexão: “Eu nunca vi ninguém rezar como Edith.”

O CHAMADO DO SILÊNCIO

A conversão tinha operado em Edith Stein uma evolução profunda. Ela agora procurava o seu lugar no campo do Senhor. Renunciando às suas funções na Universidade de Friburgo, foi para Spiro, onde se colocou sob a direção do cônego Schwind. A graça trabalhava em sua alma. Pouco a pouco, uma atração profunda a conduziu ao sacrifício total. O claustro a solicitava. Entretanto, seus dirigentes dissuadiam-na vivamente, considerando que seus dons excepcionais indicavam-na para a vida ativa no mundo.

Assim, ela viu seu desejo realizar-se pela metade, quando se lhe permitiu o retiro à calma de um liceu de religiosas dominicanas, para ensinar a moças. Ao mesmo tempo, obteve a permissão de partilhar completamente da vida da comunidade de religiosas. Grande lição para tantos espíritos superficiais! Na hora mesma em que esta mulher extraordinariamente dotada, podia aspirar às mais famosas cátedras das universidades europeias, fechava-se no silêncio de um horizonte aparentemente sem brilho. Mas aí encontrava Deus e a Verdade que durante tanto tempo havia procurado por caminhos ásperos. Que mais poderia desejar?
Eis o testemunho que nos dão dela:
“Durante longas horas rezava. Quando as Irmãs chegavam à capela, às quatro ou cinco horas da manhã, a doutora, já estava ajoelhada no seu lugar. Nunca ela procurava sobressair; pelo contrário, apagava-se em tudo. E apesar disso, desde o primeiro contato todos se sentiam subjugados pela grande santidade que irradiava suavemente de sua pessoa.”

Suas funções de professora a encantavam. Ela encontrava nelas a possibilidade de abrir os jovens espíritos às riquezas de seu próprio mundo interior, de fortificar a sua fé e de os encaminhar a uma vida verdadeiramente cristã. Ela possuía uma ideia verdadeiramente elevada de sua missão de ensino, como nos mostra esta confidência feita a uma religiosa:
“O importante, é que os que ensinam possuam verdadeiramente o espírito de Cristo, e O encarnem em si mesmos. Mas além disso, um outro dever lhes é afeto: conhecer bem a vida que levarão mais tarde aqueles que lhes são confiados. A geração jovem dos nossos dias atravessou muitas crises. Ela não saberia nos compreender. A nós portanto, cabe tentar compreendê-los. Assim poderemos, talvez, fazer-lhes um pouco de bem.”

Os antigos alunos de Edith Stein são unânimes na inesquecível lembrança que guardam de sua professora. De um punhado de testemunhas, escolhemos apenas um depoimento. É de uma das mais jovens alunas de Edith Stein: “Eu estava no Instituto Santa Madalena havia apenas um ano. Tinha 17 anos. A Senhorita Stein nos ensinava a literatura alemã. Para dizer a verdade, ela nos ensinava tudo. Nós éramos ainda muito jovens, mas jamais esqueceremos o encanto de sua personalidade. Todos os dias, podíamos vê-la ajoelhada à nossa frente, durante a Santa Missa. Assim nos mostrava o que podia ser uma fé profunda, perfeitamente harmonizada com uma atitude antiga na vida. Para nós que estávamos na idade da indecisão, ela era um exemplo pela sua conduta simples. Nunca encontrei falha alguma em suas decisões, sem dúvida porque ela era uma pessoa suave, calma, que se dirigia a nós mais por sua maneira pessoal de agir do que por palavras. Em suas críticas, a bondade se aliava à justiça. Nós sempre a vimos serena e fina. De espírito esclarecido, soube nos conduzir, pela primeira vez, a uma sessão teatral. Coisa bastante rara na época, para meninas de colégio. Representava-se Hamlet. Nós vimos a peça pelos olhos delas, tão bem nos tinha introduzido no universo de Shakespeare. E que coração aberto a todas as belezas do mundo! Assim ficará ela para sempre gravada em nossa memória.”

SEU RENOME SE ESTENDE

Levada por um desejo de um conhecimento mais profundo de sua fé, Edith Stein tinha retomado seu trabalho filosófico durante suas horas vagas. Pela primeira vez abordava a obra de S. Tomás de Aquino.

Entretanto, permanecia profundamente ligada ao mestre eminente que tinha dirigido os seus primeiros passos nos caminhos do espírito. Assim é que foi para ela uma alegria oferecer-lhe, em 1929, um trabalho erudito, intitulado: “A fenomenologia de Husserl e a Filosofia de S. Tomás de Aquino.”

Aliás, o mundo católico tinha a sua atenção voltada para ela, apesar de sua semi-reclusão. De quando em quando, era solicitada para conferências filosóficas, pedagógicas e religiosas. Ela as pronunciava em cidades próximas: Heidelberg, Friburgo, Colônia, etc. A forte impressão que deixava, levou longe o seu renome, e logo teve que falar em Viena, em Zurich, em Praga.

Sua própria celebridade poderia constituir um perigo para ela. Mas Deus a conduzia. Depois de cada conferência, tinha pressa de voltar a sua amada solidão de Spire e mergulhar nas obras de S. Tomás.

Assim passavam os anos. Desde 1928, Edith Stein seguia os ofícios da Semana Santa na célebre abadia de Beuron. Este mosteiro viria a se tornar para ela uma pátria espiritual. O abade de Beuron, Dom Rafael Walzer, já era o seu diretor espiritual. Eis o julgamento que êle nos deixou sobre ela: “Raramente encontrei uma alma que reunisse tantas e tão altas qualidades. E com uma simplicidade e naturalidade extremas. Ela tinha permanecido inteiramente mulher, com uma sensibilidade fina e maternal. Mostrava-se simples com os simples, cultivada com os intelectuais, inquieta com aqueles que se inquietavam.” O prelado conseguiu convencê-la que as suas funções atuais de professora do Instituto Santa Madalena de Spire não correspondiam ao seu valor intelectual e que seu dever era de levar avante o seu trabalho científico. Rendendo-se à evidência ela reconheceu que em, Spire não poderia se dedicar a uma obra filosófica de importância. Assim, decidiu deixar Spire em março de 1931, e se fixar na sua casa de Breslau.

O grande trabalho filosófico que iniciava era a tradução para o alemão das Quaestiones disputatas de Veritate de S. Tomás. A tradução, primeira em língua alemã, da importante obra do Doutor Angelical, apareceu em 1932, e impressionou os meios científicos pelo seu vocabulário filosófico moderno e elegante clareza de estilo.

Sua reputação já a tinha precedido em Breslau. Cedo ela se tornou o centro de atração de um numeroso grupo de jovens intelectuais, judeus em sua maioria, interessados na fé católica. Muitos se converteram, e Edith Stein foi a madrinha. Na sua família, ela teve a felicidade de ver sua irmã Rosa reunir-se a ela no catolicismo. Mas sua velha mãe, octogenária, permanecia inabalavelmente refratária ao catolicismo.

Vários estabelecimentos de ensino superior tendo feito apelos à eminente filósofa, ela aceitou enfim uma cadeira de pedagogia na universidade de Munster, na Westphalia. De imediato, conquistou a estima de todos. Uma brilhante carreira universitária parecia se abrir novamente diante dela.

Mas, Deus tem seus caminhos, que não são os nossos. Ele tinha escolhido, no seio de seu povo, esta alma privilegiada, Ele a queria totalmente para Si.

Amanhã continua...

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