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sábado, 1 de janeiro de 2011

O Blog que fala

Essa matéria é da Revista Exame e é de 2005!!! Confira:


A nova onda da internet é o podcasting, um sistema de distribuição de áudio que mistura rádio, diários online e MP3 


Com um computador conectado à internet, qualquer pessoa pode escrever o que pensa e ser lida no mundo inteiro. Não é preciso investir em equipamentos profissionais nem contratar uma gráfica. Basta criar um blog, como já fizeram mais de 60 milhões de pessoas em todo o mundo. Agora, o mesmo fenômeno começa a acontecer com as rádios. Um novo tipo de distribuição de áudio, conhecido como podcasting, permite que qualquer internauta com um microfone e conhecimento técnico mínimo possa criar os próprios programas e distribuí-los pela internet. A novidade tem pouco mais de seis meses de vida, mas já é apontada como a maior transformação no rádio em quase 100 anos. Emissoras tradicionais, como a inglesa BBC, já experimentam o formato. Até mesmo empresas como GM e Volvo já consideram os podcasts um meio alternativo para sua publicidade.

Rádios amadoras pela internet já existem há muitos anos. A grande diferença dos podcasts é que, graças à popularidade dos tocadores de MP3, muito mais gente tem condições de ouvir essas rádios quando está longe do computador. Com um software especial, os conteúdos novos são enviados automaticamente ao computador do usuário, que pode então ouvi-los na hora ou transferi-los para seu tocador de MP3. O termo podcasting foi cunhado por Adam Curry, um ex-apresentador da MTV americana. Ele criou, em setembro do ano passado, o primeiro podcast da história. É um casamento de pod -- que deriva do iPod, da Apple -- com a palavra broadcasting -- que significa transmissão.

O fenômeno ainda é muito recente, e as estatísticas, escassas. Calcula-se que existam hoje cerca de 8 000 podcasts na internet. No Brasil, o número não chega a 50. Mas o interesse é grande. Uma estimativa do instituto de pesquisas Pew Research divulgada há um mês calcula que um terço dos 22 milhões de americanos que têm um toca-MP3 portátil já tenha ouvido um podcast. O nome não tem nada que lembre blog, mas essa é outra característica dos podcasts. A maior parte deles é uma versão em áudio dos diários online. "O som tem um impacto muito maior do que um blog", diz Guilherme Leite, um dos primeiros podcasters do país. Dono de uma agência de turismo em Campinas, interior de São Paulo, Leite faz programas comentando novidades da Apple, empresa da qual afirma ser fã. Numa recente viagem à África do Sul, também produziu programas com suas impressões sobre o país.


Rádio do futuro
Conheça as principais diferenças entre o podcasting e as rádios tradicionais
Rádio Podcast
Transmissão ao vivo Transmissão sob demanda
É preciso ter uma concessão pública para montar uma emissora Qualquer um pode criar uma emissora
Exige grande investimento em infra-estrutura Pode ser produzido com softwares gratuitos
O alcance é limitado a determinada região geográfica Os programas podem ser acessados no mundo todo via internet

Como ocorre com os blogs, a qualidade -- e o alcance -- dos podcasts varia muito. Leite calcula que cerca de 500 pessoas ouçam seu programa. O pioneiro Curry, que faz um programa diário sobre tecnologia, tem quase 10 000 ouvintes regulares. Mas a tecnologia já não é domínio dos amadores. O serviço mundial da BBC, por exemplo, já permite que os ouvintes baixem os programas dos seus computadores para o iPod. Antigamente, eles estavam disponíveis apenas para ouvir no próprio PC. A National Public Radio, emissora pública americana, também acompanha de perto a movimentação e está fazendo uma pesquisa com ouvintes para oferecer parte da programação para download. Assim como os gravadores digitais de vídeo (DVRs) permitem que o telespectador assista a seus programas favoritos de acordo com sua conveniência, a combinação do iPod com o podcasting promete fazer o mesmo com as emissoras de rádio.

Com poucas exceções, porém, ninguém sabe se dá para ganhar dinheiro com a novidade. "Estamos olhando a tecnologia de perto, mas ainda não vejo de onde podem sair as receitas", diz Fernando Madeira, presidente do provedor Terra. Baixar um podcast não custa nada, e os autores fazem os programas por hobby. Existe pelo menos uma dezena de softwares gratuitos para produzir os podcasts, e a única parte do processo que envolve pagamento é o armazenamento dos arquivos num provedor -- um serviço que é uma commodity e tem centenas de fornecedores. Mesmo assim, há quem acredite no podcasting como negócio. Evan Williams é uma dessas pessoas. Criador do Blogger, empresa que popularizou os blogs e foi adquirida pelo Google, Williams vai lançar neste mês um novo serviço, batizado de Odeo, para ajudar na criação e divulgação de podcasts.

Mesmo que não haja um negócio viável na produção de podcasts, grandes empresas já olham com interesse para essa nova forma de comunicação. O site Autoblog.com, especializado em indústria automobilística, recebeu 60 000 dólares da Volvo como patrocínio para seu programa de rádio. Ford, Procter & Gamble, Heineken e Time Warner são algumas das maiores anunciantes do mundo -- e já destinam uma pequena parte de suas verbas publicitárias para podcasts. A GM fez um uso ainda mais curioso. Seus altos executivos já têm blogs. Agora, o site da empresa também tem podcasts que falam de lançamentos e discutem detalhes dos modelos da montadora. Ninguém poderia prever que, um dia, a GM seria também uma emissora de rádio.

8000 Podcasts já estão em circulação pela internet
6 milhões de americanos já usaram seus tocadores de mp3 para ouvir podcasts

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