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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O que é um Podcast

Tem muita gente, mais muita gente mesmo que não sabe o que é Podcast. Então resolvi conversar com quem manja muito do assunto, o Billy Umbella, ele é presidente da ABP que é a Associação Brasileira de Podcast. Aqui ele explica o que é, como que se faz e até como ganhar dinheiro com um podcast.

BL: Eu percebi através de e-mails que recebo, que tem muita gente que não sabe o que é um podcast. Explica ai pra galera o que é então.
BU: A minha vida em podcast começou exatamente com esta pergunta. Um cliente me ligou em 2005 e perguntou:
- Cliente – Billy, o que é podcast?
- Eu – Não faço a menor idéia…
- Cliente – É que uma agência quer colocar podcasts no meu site e eu só disse “Arrã”, porque também não faço a menor idéia do que seja..
- Eu – Bom, vou descobrir e te falo.
3 dias e várias cabeçadas depois, eu colocava meu primeiro podcast pessoal no ar, o ADD (que é a sigla para Antes (um flashback),
Durante (uma música atual) e Depois (um lançamento). Basicamente podcast é a junção de um arquivo MP3 postado em algum servidor da internet com o RSS (Real Simple Sindycation, que é como a gente descobre que um site ou blog foi atualizado sem ter que entrar nele toda hora. O RSS avisa a gente que tem novidade lá). Então você tem que “agregar” este RSS (ou FEED, no caso do podcast) em algum programa do seu computador (recomendo o iTunes, que é o mais preparado pra isso), e, toda vez que você postar um MP3 (que é o seu podcast, seu programa mesmo) no servidor, este FEED vai avisar ao iTunes que tem novidade e baixar automaticamente, sem você ter que entrar toda vez nos sites de interesse atrás do podcast. Agora vamos ao fato MAIS IMPORTANTE, você NÃO precisa ter um iPod pra ouvir podcasts.
Aliás, você não precisa de nenhum MP3 player pra ouvir podcasts.
Você pode ouvir no seu próprio computador. Apesar de perder o fator “mobilidade”, isso é um fato concreto. Vamos pensar numa situação hipotética (em todos os aspectos). Imagine que você adora ouvir o Pânico na Jovem Pan. Mas nem sempre você está na frente do rádio entre o 1/2 dia e as 14hs. Então, se o Pânico disponibilizasse o programa para Podcast, você teria a chance de ouvi-lo a qualquer hora depois que ele foi ao ar. Por exemplo, voltando do trampo pra casa lá pelas 6 da tarde… Simples assim.
BL: No ADD você toca músicas inteiras. E como fica a história dos diretios autorais dessas músicas? As gravadoras daqui a pouco vão cair de pau em cima de você, não acha? 
BU: Então, eu venho conversando, via ABPod, com as gravadoras e com o ECAD. No ECAD a conversa já está mais adiantada. Provavelmente daqui 1 mês, teremos um modelo de negócios bem interessante para os associados da ABPod. 1UDA (cerca de R$38,00) por mês. Já é um começo. As gravadoras é que são o grande problema. Elas tem o modelo da venda de ringtones (cerca de R$ 500 por música para armazenamento mais R$ 0,28 por download) que inviabiliza a negociação até o momento. Então, com o modelo do ECAD em mãos, iremos atrás das gravadoras para tentarmos algo similiar. O que as gravadoras tem que entender é que podcast não é pirataria, mas sim divulgação. É infinitamente mais fácil você ir até um programa P2P e puxar a música que te interessa, do que puxar um podcast e editar a música que vc quer. E, além disso, quando comecei a fazer podcasts, avisei todas as gravadoras e o ECAD que estava fazendo isso, e que gostaria de conversar a respeito. Ou seja, todo mundo sabe, mas só o ECAD, até o momento, se prontificou a conversar para achar uma solução.
BL: Parece até piada que as gravadoras possam achar que alguém vai perder tempo tentando ripar as músicas de um podcast, do que ir em qualquer P2P da vida e fazer o download em segundos. Em fim, da galera que sabe o que é podcast tem uma grande parcela que acha que isso é coisa só de geek viciado em tecnologia, é verdade?
BU: Olha, só digo que geek pode até ouvir mais podcasts que a maioria, já que eles ficam na frente do computador o dia inteiro, e, como o podcast é só áudio, podem fazer seus trabalhos enquanto ouvem os podcasts. Mas existem podcasts para todos os gostos/públicos. Tem, por exemplo, o MeiaHoraCast, que é um podcast de meia-hora (como o nome diz), feito para quem pratica corrida, bicicleta, caminhada ou relaxamento. Músicas mixadas para estas atividades. Um geek pode até ouvir, mas foi feito pra quem pratica esportes… Outro fator é que os geeks conheceram a mídia podcast antes de todos, e já se acostumaram com ela.
BL: Então quer dizer que qualquer um pode produzir um podcast ou se deve deixar isso na mão de profissionais?
BU: Se você quer fazer seu podcast pessoal, fique completamente à vontade. Aliás, quanto mais gente fizer podcast, melhor. Mais assuntos, mais idéias, mais tudo. Só que pra fazer um podcast corporativo, aquele em que a empresa patrocina ou coloca seu nome nele, temos que tomar cuidado com uma série de fatores, e o fator mais importante é a qualidade. Desde a qualidade do áudio, até da finalização, masterização, etc, etc. Aí entra o povo profissional. Não dá pra sua empresa ter uma “imagem sonora” que não seja condizente com a qualidade geral dela.
BL: Além da ABP você tem outras diversas atividades, conta um pouco ai o que você faz e já fez.
BU: Eu trabalho com áudio ha exatos 19 anos. Comecei atendendo telefone de ouvinte na Band FM, fui produtor na Metropolitana FM, chefe-de-produção na Cidade FM, produtor do Djalma Jorge e um dos fundadores do Pânico na Jovem Pan, trabalhei na Transamérica (aliás, trabalhamos juntos, certo Lamp?), fui à Copa de 94 pela rádio, depois voltei para a Jovem Pan. Durante todo este tempo, sempre trabalhei também em estúdios, fazendo vinhetas e remixes. Algumas vinhetas para a Globo AM, para a Jovem Pan, para a Mix FM (as que estão no ar são minhas e do Lalá, ex-sócio), e remixes para Ana Carolina, Ed Motta, Lulu Santos, Jota Quest, Morcheeba, Enya, Só Pra Contrariar e mais um monte de gente. Hoje em dia, além disso tudo que tá aí em cima, ainda faço sonorização de sites, podcasts corporativos, áudio publicitário, vinhetas pela http://www.reelworld.com/ e, de quebra, sou DJ do Caldeirão do Huck da TV Globo (“Maestro Billy, som na caixa…” este sou eu…)
BL: Já que a gente tá falando tanto de tecnologia e você que vai sempre ao Rio de Janeiro gravar o Caldeirão do Huck, já reparou que estão vendendo até raquete elétrica nos semáforos pra matar o mosquito da dengue? É a tecnologia tomando conta de tudo, não é não? Você já comprou a sua?
BU: Tem um amigo meu que disse “Um dia as pessoas nem ao banheiro irão mais. Por isso eu vou criar o http://www.privada.com.br/ ou o http://www.latrina.com.br/. Garantia de sucesso. É só cobrar 1 real por entrada, igual à Rodoviária…”. É por aí mesmo. Quanto mais tecnologia temos, mais baratos os produtos ficam, mas fácil de fazer as coisas se tornam, e mais a gente trabalha….
BL: Então quer dizer que se alguém quiser começar fazer um podcast mesmo que seja em casa gravando com o seu microfone tosquinho do micro em casa, pode se tornar um podcaster?
BU: Qualquer um que queira e consiga gravar, pode ser um podcaster. Aliás, uma coisa que todo mundo comenta:
- Ah, minha voz fica horrível gravada.
Na verdade o que está gravado é o que todo mundo ouve. Você só ouve diferente porque sua caixa craniana muda o som para o seu ouvido interno. Então, não tem que ter medo, achar que a voz é ruim, etc, etc, etc. O que importa pra fazer um podcast é saber sobre o quê você quer falar, saber sobre o assunto que você fala, pensar num formato que tenha começo, meio e fim, e tocar pau! Qual quer microfone vale (mas recomendo comprar um melhorzinho do que estes que a gente usa pra falar no Skype) e um bom software gratuito pra começar é o Audacity. Fácil de usar.
BL: Diz ai, o que a galera que quer um podcast mais elaborado produzido pela Mellancia/Billy Umbella precisa fazer então?
BU: Entrar em contato pelo http://www.mellancia.com.br/. A gente cria o formato baseado no que o cliente/agência quer. E vamos nessa!
BL: O povo quer saber, dá pra ganhar dinheiro com podcast, e se dá, como que faz?
BU: Atualmente 60% do income da “firma” vem dos podcasts. O meu podcast pessoal não dá dinheiro (até porque fiz um “compromisso público” de não colocar propaganda nele), mas fazemos diversos podcasts corporativos de sucesso. A Rádio Heineken (http://www.heineken.com.br/), o Summer Draft (http://www.summerdraft.com.br/), o Podcast Zura (http://www.zura.com.br/) entre outros. Pra ouvir o que está no ar e o que fizemos, acesse www.maestrobilly.com/blog. Pra ganhar dinheiro com podcast tem que gastar um pouco de dinheiro na compra de um equipamento bom, de qualidade, e ter uma idéia sensacional que você possa vender pra alguém. Vale qualquer coisa.
BL: Valeu Billy, obrigado pela entrevista e até mais.
BU: Tamos aí pro que der AND vier !!! Ainda te devo a camiseta do cara dos 3 Patetas, mas a minha original já foi pro lixo. Se achar uma nova, te compro… hahahahahaha.
Valeu, Lamp !!! Sucesso pra nós !!!

Fonte: http://www.blogdolampadinha.com.br/?p=436

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